
O ex-jogador teve passagens pelo Laguna Esporte Clube, Marcílio Dias e Ferroviário, de Tubarão, e disputou partidas válidas pelo estadual profissional.
Relembre o caso
O atropelamento ocorreu por volta das 7h20, quando Tita andava de bicicleta na rodovia de acesso à BR-101 e foi atingido por um veículo Tucson prata.
Segundo os bombeiros, ele foi socorrido em estado grave, com sinais de traumatismo cranioencefálico, e chegou a ser levado ao Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, onde morreu.
Conforme as investigações da Polícia Civil, concluídas em 2022, o atropelamento aconteceu no acostamento da via, durante uma manobra ilegal de ultrapassagem pela direita, em velocidade acima da permitida.
Testemunhas relataram que, após a colisão, o motorista não reduziu a velocidade. Pelo contrário, retornou à pista e fugiu em direção à BR-101, segundo a polícia.
O acusado alegou à época ter fugido por medo de linchamento, mas os investigadores constataram que as pessoas reunidas no local buscavam apenas prestar socorro à vítima.
Imagens de câmeras de segurança analisadas no inquérito mostraram uma condução considerada agressiva desde o bairro Mar Grosso até o momento do acidente, incluindo uma manobra em que o veículo chegou a "rampar" em um cruzamento.
Outra gravação mostrou que o motorista quase atropelou um segundo ciclista pouco antes da colisão que matou Tita. A polícia também apontou indícios de possível embriaguez do condutor.
Diante das evidências, o réu foi indiciado por homicídio doloso qualificado, crime cuja pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão.