
Comovida com a história, a comunidade religiosa passou a ajudá-la e uma família decidiu acolhê-la em casa.
Para sustentar o disfarce, ela afirmava ser autista e dizia que sua aparência adulta era consequência do uso forçado de hormônios durante a infância.
Conforme a polícia, também simulava comportamentos infantis, utilizava chupeta, mamadeira e afinava a voz para parecer mais jovem.
A família chegou a organizar uma festa de aniversário de 12 anos, custeou medicamentos e demonstrou interesse em formalizar a adoção.
A suspeita, porém, evitava o assunto e alegava não poder frequentar a escola por medo de ser encontrada por um suposto pai abusador.
A fraude foi descoberta após uma denúncia feita por um parente da família.
Durante a investigação, a Polícia Civil constatou que a mulher possui antecedentes por golpes semelhantes em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Após confessar os fatos, ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville. O caso segue sob investigação.