
Dentro das unidades, conforme apurado, pacientes tinham a saída voluntária negada, eram submetidos ao uso de sedativos sem prescrição adequada, sofriam agressões, contenções e punições consideradas “disciplinares”, informou a polícia.
A alimentação era insuficiente e a administração de medicamentos ficava, em parte, sob responsabilidade de internos que atuavam como “apoios”, sem qualquer supervisão médica.
Um relatório da Vigilância Sanitária de Imbituba apontou condições precárias: falta de higiene, ausência de registros sobre pacientes, escassez de alimentos e descontrole no uso de medicamentos.
O avanço da investigação revelou que o grupo operava uma rede de clínicas em Itapema, Garopaba, Imbituba e Itapoá. Quando havia denúncias, os pacientes eram transferidos para outras unidades da mesma organização.
De acordo com a polícia, os familiares pagavam cerca de R$ 3 mil mensais pela internação, enquanto as remoções forçadas custavam aproximadamente R$ 5 mil.
Os envolvidos mantinham alto padrão de vida, com carros importados e patrimônio expressivo.
Dois deles já respondiam a processo por sequestro relacionado às chamadas “remoções” e estavam proibidos judicialmente de realizar esse tipo de serviço.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Garopaba, Itapema, Balneário Camboriú e Porto Alegre, além do bloqueio judicial de bens que ultrapassa R$ 1 milhão.