
Com mais de 148 mil seguidores no Instagram, ela publicou um pedido de desculpas após a gravação, apagada minutos depois, circular em grupos de aplicativos de mensagens.
O conteúdo foi apontado como prática de blackface, gesto historicamente associado ao racismo e considerado ofensivo por reforçar estereótipos negativos sobre pessoas negras.
Representantes de movimentos afro da cidade e a Juventude do Partido dos Trabalhadores (PT) manifestaram repúdio público ao episódio.
Em nota, a ala jovem do PT declarou “repudiar veementemente qualquer forma de racismo, inclusive quando tentam mascará-lo de ‘humor’ ou ‘marketing’”, ressaltando que o blackface carrega uma carga histórica de violência simbólica e desumanização.
O grupo reforçou ainda que a prática não pode ser tratada como algo normalizado e que o enfrentamento ao racismo deve ser feito de forma pública e responsável.
O blackface tem origem em espetáculos populares surgidos nos Estados Unidos no século XIX, quando artistas brancos pintavam o rosto de preto para interpretar personagens caricatos e ridicularizar pessoas negras.
Diante da repercussão, Sibele usou seu perfil para publicar um pedido de desculpas. Ela classificou o ocorrido como um “ato falho” e disse que não tinha intenção de ofender.
“Peço desculpas se por completa ignorância e desconhecimento da causa magoei alguém. De maneira nenhuma foi a minha intenção”, escreveu.
Ela também afirmou que mantém suas redes “abertas como um canal de informação” para aprender sobre o tema e destacou que compreendeu que pintar o rosto de preto é uma atitude pejorativa.