
A Polícia Federal (PF) pediu a abertura de um terceiro inquérito contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. A solicitação foi feita na semana passada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que realizará um sorteio para definir o relator. Na última sexta, 31, o ministro André Mendonça autorizou a abertura do segundo inquérito que apura suspeitas de que o filho do presidente Lula tenha atuado para beneficiar empresários em contratos da Dataprev. Segundo o advogado Marco Aurélio Carvalho, que integra a defesa de Lulinha, os investigadores “estão fazendo uma espécie de melhor de três”.
Dataprev
A Dataprev é a empresa pública responsável pela gestão de dados sociais do governo federal, especialmente os ligados ao INSS. Essa segunda apuração envolve o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure It. De acordo com a PF, ele teria pago ao menos uma viagem para Lulinha em troca de supostos favores no governo. Oliveira também é ligado a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado pela PF como um dos principais envolvidos no esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões.
Cannabis medicinal
O primeiro inquérito aberto apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção relacionadas a negócios de cannabis medicinal e a possíveis contatos com o Ministério da Saúde e o gabinete presidencial. Segundo as investigações, o Careca do INSS teria contratado a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para prospectar negócios de cannabis medicinal junto ao governo federal.