
Negou pedido
O ministro Cristiano Zanin, do STF, acabou de negar o pedido do deputado Rodrigo Rollemberg para obrigar a Câmara a instalar uma CPI sobre as fraudes no Banco Master. Ele devolveu a decisão pro presidente Hugo Motta, alegando falta total de provas de omissão ou resistência por parte da presidência da Casa. Sem prova pré-constituída, o STF lava as mãos e deixa o Congresso decidir no tempo dele. Isso reforça que não adianta forçar a barra sem base concreta, e o requerimento protocolado há um mês não justifica intervenção judicial. É mais um caso onde o Judiciário freia o Legislativo por falta de fundamento sólido. A decisão saiu em 12 de março e já rola debate quente sobre impunidade em esquemas como esse.
Mansão sequestrada
Uma mansão localizada em Trancoso, um dos destinos mais valorizados do país, virou o centro de atenção após ser apreendida pela Polícia Federal e colocada à venda em leilão. O imóvel, que ajudou a inflacionar o mercado imobiliário da região, foi sequestrado durante investigações e agora será leiloado como parte das medidas para recuperação de bens ligados a esquemas ilícitos. A ação faz parte de operações que visam combater crimes financeiros e devolver recursos à sociedade. A região de Trancoso é conhecida pelo alto padrão e pela valorização constante dos imóveis — o que torna casos como esse ainda mais impactantes no mercado local. Agora, a expectativa gira em torno do leilão, que pode movimentar milhões e atrair investidores de todo o país.
Delação premiada
André Mendonça quer que o acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seja fechado até junho — antes do início oficial das campanhas eleitorais em 16 de agosto — para reduzir riscos de interferência no pleito. A expectativa é que seus depoimentos atinjam figuras da classe política e jurídica, mas no STF a prioridade é conduzir o processo de forma técnica, mesmo que isso se estenda ao período de campanha. No gabinete do relator, Mendonça tem dado autonomia à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República para fazer interrogatórios e produzir provas com calma, pois ainda não se sabe o alcance das implicações que Vorcaro poderá apresentar. Integrantes do tribunal reconhecem que, apesar da apreensão sobre possíveis nomes envolvidos — inclusive de integrantes do próprio Supremo — não há prazo certo para conclusão do acordo. No Judiciário também cresce a preocupação sobre o efeito da delação na sabatina de Jorge Messias, cuja nomeação ao STF pode sofrer mais atrasos caso as revelações de Vorcaro atinjam aliados do presidente do Davi Alcolumbre, no Senado, impactando diretamente a corrida eleitoral.
Sicário
A morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, passou a integrar a investigação sobre o escândalo do Banco Master. Ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, ele foi encontrado desacordado em uma cela da Polícia Federal (PF), em Belo Horizonte, poucas horas após ser detido na Operação Compliance Zero. De acordo com a PF, há indícios de tentativa de suicídio, mas um inquérito foi instaurado para esclarecer as circunstâncias da morte, com previsão de conclusão no início de abril. Mourão chegou a ser atendido pelo Samu e encaminhado a um hospital, porém não resistiu. Ele era apontado como homem de confiança de Vorcaro, atuando em atividades como monitoramento e intimidação de alvos considerados incômodos, incluindo o jornalista Lauro Jardim, segundo apurações. As imagens do circuito interno da unidade, que mostram o atendimento prestado pelos agentes, foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso é relatado pelo ministro André Mendonça. A unidade da PF na capital mineira possui celas provisórias, destinadas a detenções de curta duração. O relatório final da investigação também será encaminhado ao STF.